TOC e Manias


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TOC e Manias:
TOC e mania agem de maneiras diferentes. As manias são comportamentos repetitivos, gerados por crenças ou superstições. O problema, porém, é quando os sintomas se agravam e viram um TOC, caracterizado pela presença de obsessões ou compulsões recorrentes e tão severas para fazer com que o paciente passe a ocupar boa parte do tempo com elas, causando muito desconforto e comprometimento a sua vida.

O Transtorno obsessivo-compulsivo consiste na combinação de obsessões e compulsões. As obsessões são pensamentos recorrentes e insistentes que se caracterizam por serem desagradáveis, repulsivos e contrários à índole do paciente.As compulsões são gestos, rituais ou ações sempre iguais, repetitivas e incontroláveis. No transtorno obsessivo-compulsivo os dois tipos de sintomas quase sempre estão juntos, mas pode haver a predominância de um sobre o outro. Um paciente pode ser mais obsessivo que compulsivo ou mais compulsivo do que obsessivo.

Freqüentemente as pessoas acometidas por este transtorno escondem de amigos e familiares essas idéias e comportamentos, tanto por vergonha, quanto por terem noção do absurdo das exigências auto-impostas. A pessoa é dominada por pensamentos desagradáveis de natureza sexual, religiosa, agressiva entre outros, que são difíceis de afastar de sua mente, parecem sem sentido e são aliviados temporariamente por determinados comportamentos. O TOC pode ser leve, moderado ou grave, mas sempre requer tratamento, ou seja, o TOC é tratável, mas não é curável. No entanto, é possível conviver com a doença, desde que tenha acompanhamento de médicos ou psicólogos. O componente genético tem grande influência no desenvolvimento da doença. Por isso, é relevante saber se alguém já teve a doença ou os sintomas na família.

Sintomas:
Os sintomas obsessivos mais comuns são:
- Medo de ser contaminado por germes ou sujeira ou outros contaminantes
- Medo de causar dano a si mesmo ou a outros
- Pensamentos “proibidos” envolvendo sexo ou religião;
- Dúvidas morais e religiosas
- Medo de perder ou não ter as coisas que pode precisar
- Ordem e simetria: a ideia de que tudo deve estar alinhado “de determinada forma”
- Superstições, excessiva atenção para algo considerado como de sorte ou de azar
- Imaginar-se perdendo o controle Os comportamentos compulsivos mais comuns são:
- Excesso de controle das coisas, como fechaduras, eletrodomésticos e interruptores.
- Repetidamente fazer verificações a entes queridos para se certificar de que eles estão seguros.
- Contagem, batidas, repetição de certas palavras, ou fazer outras coisas sem sentido para reduzir a ansiedade.
- Lavar-se para se descontaminar
- Arranjar as coisas, arrumar as coisas excessivamente.
- Orar excessivamente ou a prática de rituais religiosos provocados pelo medo.
- Acumulação de “lixo”, tais como jornais velhos, revistas e embalagens vazias de comida, ou outras coisas que você não vê utilidade.
- Tocar e contar objetos

A Terapia:
O primeiro passo é conscientizar o paciente e sua família sobre a doença e seu tratamento. Há muitos casos de negação da pessoa e também da família, pois é uma doença crônica e requer o médico por perto durante toda a vida na maior parte dos casos. No entanto, é aconselhável que os profissionais solicitem auxílio aos familiares e amigos do paciente, pois todas as pessoas ao redor do portador dessa desordem exercem um papel muito importante.

O diagnóstico é clínico, ou seja, baseado nos sintomas do paciente. Nenhum exame laboratorial ou de imagem é utilizado para o diagnóstico. O psicólogo ajudará o paciente a entender seu medo disfuncional e dos esquemas de responsabilidade, e junto com seu paciente modificará as interpretações irrealistas.

Uma grande parte da terapia para o TOC ensina formas saudáveis, adequadas e eficazes de responder a pensamentos obsessivos, sem recorrer a um comportamento compulsivo. É necessário também que se trabalhe o fortalecimento das habilidades sociais do paciente, uma vez que esses pacientes costumam ter seu círculo de amizade, muito pobre ou até mesmo inexistente, seja por vergonha ou gravidade.

Se isso acontece com você, o melhor a fazer é procurar ajuda profissional, tanto de um Psiquiatra ou de um Psicólogo que entendam do assunto.

*O material deste site é informativo, não substitui a terapia ou psicoterapia oferecida por um psicólogo.

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